São poucos os dados alusivos aos primórdios
da colonização de Várzea
Alegre. Sabe-se, entretanto, que os pioneiros
exploradores da região, em suas caminhadas
rumo ao Cariri, onde o Crato era ponto de convergência,
deitaram os olhos sobre aquele vale, apelidando-o
logo, e para sempre, de Várzea Alegre.
Ressalta-se que Várzea Alegre é
um dos poucos municípios do Ceará
que nunca mudou de nome.
O município de Várzea Alegre
foi criado pela Lei Provincial Nº 1.329,
de 10 de outubro de 1870. Desmembrado do município
de Lavras da Mangabeira, instalado a 02 de março
de 1872 e extinto pelo Decreto Nº 193,
de 20 de maio de 1931, quando o seu território
ficou anexado ao município de Cedro,
mas, restaurado pelo Decreto Nº 1.156,
de 04 de dezembro de 1933.
A Paróquia local foi criada no dia 30
de novembro de 1863 sob a invocação
de São Raimundo Nonato, sendo seu primeiro
vigário o Padre Benedito de Sousa Rego.
O seu patrimônio constava de 400 braças
de terra em quadrado, doadas em 19 de outubro,
pelo Major Joaquim Alves Bezerra, pela sua mulher
e por outros irmãos. Segundo a tradição,
a primeira Igreja de São Raimundo Nonato
foi construída pelos filhos de “Papai
Raimundo” o patriarca. O nome de Várzea
Alegre foi oficializado pela lei nº 1.329
de 1870, e tem origem na planície ou
várzea, onde está situada a cidade.
Várzea Alegre destaca-se no cenário
cultural do país como a “Terra
dos Contrastes”.
Dentre os muitos frutos que esta Várzea
Alegre produziu, surgem como responsáveis
pelo seu crescimento sócio econômico
e cultural, as pessoas de Bernardo Duarte Pinheiro,
Raimundo Duarte Bezerra (Papai Raimundo), Antônio
Correia Lima, Joaquim de Figueiredo Correia,
Otacílio Correia, Josué Alves
Diniz, Jornalista Joaquim Ferreira e Padre Vieira,
que muito contribuíram para o seu desenvolvimento.
Os contrastes inspiram letras de músicas,
entre as quais, uma delas - cantada pelo saudoso
Luiz Gonzaga, cuja letra tem a assinatura marcante
do compositor varzealegrense, José Clementino.
FONTE: PREFEITURA